Dra. Fabíola Barbosa – Cardiologista em Alto Taquari – MT

A dor no peito é um sintoma que assusta. O infarto, está entre as queixas mais frequentes no consultório, e pode ter causas simples ou indicar um problema sério. A dúvida sobre o que pode estar acontecendo costuma gerar ansiedade, e muitas pessoas acabam esperando demais para procurar ajuda.

Neste artigo, explico de forma clara, objetiva e acolhedora os principais sinais de alerta, causas da dor no peito, diferenças entre situações benignas e graves e quando é realmente urgente buscar atendimento médico. A informação correta salva vidas.

Qual é o médico que trata do infarto?

A Drª Fabíola Barbosa é médica cardiologista especializada em prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças do coração.
Tem experiência em diagnosticar e manejar infarto, teve sua formação no Hospital Geral de Cuiabá, onde recebe a demanda de pacientes de todo o Mato Grosso com as consequências do infarto.

Se você está com algum sintoma de infarto ou se você já teve um episódio de infarto, a Drª Fabíola Barbosa é a médica certa para te atender.
Oferece um atendimento humanizado, baseado em evidências científicas, aliado a exames modernos e acompanhamento contínuo para promover saúde cardiovascular e qualidade de vida em todas as fases da vida.

Por que sentimos dor no peito?

O peito abriga diversas estruturas: coração, pulmões, músculos, costelas, nervos, esôfago e até órgãos da parte alta do abdome podem causar sintomas nessa região.

Por isso, a dor torácica é um sintoma amplo e que pode se apresentar de múltiplas formas: aperto, queimação, sensação de peso, pontada, desconforto difuso ou como uma dor no estômago.

A grande questão é identificar quando essa dor deve gerar preocupação.

Infarto: o que acontece dentro do coração

O infarto agudo do miocárdio ocorre quando uma artéria coronária — vaso responsável por levar sangue ao músculo cardíaco — sofre um entupimento total ou parcial de forma muito rápida, geralmente causado pelo rompimento de uma placa de gordura (aterosclerose), acumulada ao longo dos anos. Quando essa placa se romper, a placa ativa o organismo a formar um coágulo, e é ele que bloqueia a passagem de sangue.

Quando o sangue deixa de chegar ao músculo, ele começa a sofrer. Quanto mais tempo passa, maior o dano e maiores as chances de complicações graves.

Por isso, existe uma frase muito importante na cardiologia: “Tempo é músculo”. Pois essa falta de fluxo sanguíneo, cauda dano ao coração e exige atendimento médico imediato. Quanto mais rápido o tratamento, maior a chance de recuperação e menor o risco de sequelas ao coração.

Sintomas de infarto: o que o corpo tenta avisar

Muitas pessoas imaginam a dor do infarto como algo insuportável, mas nem sempre é assim. Em muitos casos, o início é discreto, vai piorando aos poucos, ou aparece como um incômodo que o paciente tenta minimizar.

A seguir, os principais sinais:

Sinais clássicos:

                •             Aperto, pressão ou peso no centro do peito

                •             Dor que vai para o braço esquerdo, mandíbula, ombro ou costas

                •             Desencadeada pelos esforços físicos e alivia com repouso

•             Suor frio

                •             Falta de ar

                •             Náuseas ou vômitos

                •             Palidez e tontura

                •             Sensação de angústia intensa

Sinais atípicos (muito comuns em mulheres, idosos e diabéticos):

                •             Dor leve, desconforto que vai e volta

                •             “Dor na boca do estômago”

                •             Dor nas costas ou no pescoço

                •             Falta de ar, sem dor

                •             Cansaço excessivo e inexplicável

                •             Mal-estar vago

Esses sintomas atípicos são a principal causa de atrasos no diagnóstico — e atrasar pode ser fatal.

Dor no peito que não é infarto: outras possibilidades

Nem toda dor no peito é de origem cardíaca. Abaixo, algumas causas comuns:

1. Dor muscular: piora com movimento ou ao apertar o ponto dolorido. Pode surgir após esforço físico, má postura ou ansiedade.

2. Refluxo gastroesofágico: gera queimação, sensação de acidez e dor que pode confundir com dor cardíaca. Muitas vezes piora após refeições e melhora com antiácidos.

3. Ansiedade e crises de pânico: podem causar dor torácica, falta de ar, batimento acelerado e sensação de morte iminente — sintomas que se parecem muito com os de um infarto. A diferença é que tendem a ser mais curtos e associados a sensação súbita de descontrole.

4. Costocondrite: inflamações na parede torácica, gera dor forte, aguda, localizada e que aumenta ao apertar a região.

5. Doenças pulmonares (pneumonia, pneumotórax, embolia): geralmente acompanhadas de tosse, febre, dor ao respirar fundo ou falta de ar mais intensa.

Identificar corretamente a origem da dor é essencial — e apenas um profissional pode fazer esse diagnóstico com segurança.

Quando a dor no peito é uma emergência?

Procure atendimento IMEDIATAMENTE se você apresentar:

                •             Dor no peito que dura mais de 10 minutos

                •             Dor em aperto, peso ou pressão

                •             Dor que irradia para braço, mandíbula ou costas

                •             Falta de ar associada

                •             Suor frio ou palidez

                •             Náuseas, vômitos ou tontura

                •             Dor acompanhada de fraqueza súbita

Mesmo que a dor seja leve, se houver dúvida, procure o pronto atendimento. É sempre melhor descartar do que descobrir o problema tarde demais.

Fatores que aumentam o risco de infarto

Algumas condições tornam a pessoa mais

:

                •             Pressão Alta

                •             Diabetes

                •             Colesterol alto

                •             Tabagismo

                •             Obesidade

                •             Sedentarismo

                •             Histórico familiar

                •             Idade avançada

                •             Estresse crônico

                •             Má alimentação

Se você possui dois ou mais desses fatores, é essencial acompanhar regularmente com um cardiologista.

Infarto em mulheres: uma realidade silenciosa

As mulheres têm um risco significativo de doença cardiovascular, especialmente após a menopausa, mas muitos sintomas são subestimados.

Algumas diferenças importantes:

                •             A dor pode ser leve ou até ausente

                •             É comum sentir apenas cansaço ou falta de ar

                •             Dor nas costas, náuseas e mal-estar são frequentes

Essa apresentação “disfarçada” é uma das razões pelas quais as mulheres chegam mais tarde ao hospital — e isso aumenta o risco de complicações.

Como o diagnóstico é feito no hospital?

O protocolo de atendimento é rápido e objetivo. Geralmente inclui:

                •             Eletrocardiograma (ECG)

                •             Dosagem de troponina (“exame de sangue que pode mostrar lesão no coração”)

                •             Exame físico e histórico clínico

                •             Tomografia, ecocardiograma e exames específicos, conforme o caso

Esses exames, somados à avaliação médica, definem se a dor é cardíaca ou não.

Tratamento do infarto: o que é feito?

O tipo de tratamento depende do tempo entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital, portanto, não fique sentindo dor em casa. O tratamento deve ser feito rapidamente para desobstruir a artéria e salvar o músculo cardíaco.

Existem duas formas principais de reabrir a artéria:

1. Angioplastia coronariana: abertura da artéria obstruída com balão e colocação de Stent (“a molinha no coração”)

Infarto

2. Trombólise: uso de medicamentos que dissolvem o coágulo.

3. Terapia medicamentosa complementar: inclui antiagregantes, anticoagulantes, analgésicos específicos e outros.

Quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de salvar o músculo cardíaco e evitar sequelas.

Possíveis Complicações

Sem tratamento rápido, o infarto pode causar:

  • Arritmias graves
  • Insuficiência cardíaca (“coração fraco / inchado”)
  • Choque cardiogênico
  • Morte súbita

É possível prevenir um infarto?

Sim, e a prevenção é muito mais eficaz do que o tratamento após o evento. Entre as principais medidas:

                •             Acompanhar regularmente a pressão arterial

                •             Controlar colesterol e glicemia

                •             Parar de fumar

                •             Manter o peso adequado

                •             Praticar atividade física regularmente

                •             Ter uma alimentação equilibrada

                •             Reduzir o estresse e melhorar a qualidade do sono

                •             Realizar consultas e check-up periódico com cardiologista

Uma rotina saudável é a maior aliada do coração.

Orientações após o infarto: como se recuperar com segurança

A recuperação após um infarto exige cuidados específicos nas primeiras semanas e mudanças duradouras no estilo de vida. A boa notícia é que a maioria dos pacientes volta a levar uma vida ativa e produtiva quando segue corretamente as orientações médicas.

  1. Tomar corretamente os medicamentos prescritos, pois eles têm funções muito importantes:
    • Reduzir o trabalho do coração
    • Controlar pressão arterial e frequência cardíaca
    • Estabilizar placas de gordura
    • Prevenir um novo infarto

  2. Reabilitação cardíaca: parte essencial do tratamento, pois é um programa supervisionado que inclui exercícios, educação em saúde e apoio emocional. Os pacientes que fazem reabilitação têm menor risco de novo infarto, melhor capacidade física, menos ansiedade e maior qualidade de vida.

  3. Retorno às atividades do dia a dia

Atividades leves (primeiras semanas):
• Caminhadas curtas e frequentes
• Atividades domésticas leves
• Subir escadas devagar

Evite nas primeiras 4–6 semanas:
• Esforço físico intenso
• Levantar peso
• Atividades que exigem força repetitiva
• Dirigir sem liberação médica

Cada caso é individual. O retorno total depende do tipo de infarto, da extensão da lesão e do tratamento realizado.

  1. Retorno ao trabalho

Depende da profissão e da recuperação:
• Trabalhos administrativos: geralmente 2–4 semanas
• Trabalhos que exigem esforço físico: pode ser necessário mais tempo
• Profissionais com alto estresse: reavaliação cuidadosa e estratégias de manejo de estresse

O cardiologista define o tempo seguro para cada situação.

  1. Retorno à atividade física

A atividade física é fundamental, mas precisa ser reintroduzida com segurança.

Recomendações baseadas em diretrizes:
• Inicie com caminhadas leves diárias, aumentando de forma gradual.
• Prefira atividades supervisionadas ou orientadas por equipe de reabilitação.
• Evite exercícios intensos sem liberação médica.

A meta a longo prazo é chegar a 150 minutos/semana de atividade aeróbica moderada, conforme tolerância.

  1. Alimentação após o infarto

A dieta é um dos pilares para prevenir novos eventos.

Priorizar:
• Frutas, verduras e legumes
• Azeite de oliva
• Peixes ricos em ômega-3
• Proteínas magras
• Grãos integrais

Reduzir ou evitar:
• Alimentos ultraprocessados
• Frituras
• Excesso de sal
• Açúcares e bebidas açucaradas
• Carnes gordurosas

Quando devo procurar um cardiologista?

Você deve buscar avaliação especializada se:

                •             Sente dor ou aperto no peito com frequência

                •             Cansa com facilidade

                •             Sente palpitações

                •             Possui histórico familiar de infarto

                •             Tem hipertensão, diabetes ou colesterol alto

                •             Está acima do peso

                •             Deseja fazer uma avaliação preventiva

Consultas periódicas permitem identificar riscos, ajustar tratamentos e evitar problemas maiores.

Mensagem da médica aos leitores

A dor no peito é um sinal que merece atenção. Em alguns casos, não representa risco, mas em outras situações pode ser o primeiro aviso de algo grave.

O infarto é uma das principais causas de morte no mundo, mas também é uma das doenças mais evitáveis. Reconhecer os sinais, agir rápido e manter um estilo de vida saudável são passos fundamentais para proteger o coração.

Meu objetivo como cardiologista é orientar e prevenir enquanto não houve quadro dramático como um infarto. Se já passou por essa situação, estarei pronta para oferecer o tratamento adequado para que você tenha segurança, qualidade de vida e tranquilidade.

Se você sente algum desconforto no peito ou possui fatores de risco, não espere: busque avaliação. Cuidar do seu coração é cuidar da vida e estarei aqui, como SUA médica em todas as etapas necessárias!

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