Dra. Fabíola Barbosa – Cardiologista em Alto Taquari – MT

Porque é tão importante cuidar da sua pressão?

A pressão alta, também chamada de hipertensão arterial, é uma das doenças mais comuns no mundo.

A pressão alta, é o fator de risco com maior possibilidade de controle e mais importante para doenças cardiovasculares, particularmente infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.

De acordo com as diretrizes mais recentes, a pressão alta é responsável por mais de 10 milhões de mortes anuais no mundo, e o número de casos segue aumentando devido ao envelhecimento populacional, sedentarismo e obesidade.

A hipertensão acontece quando o sangue circula pelas artérias com mais força do que deveria, fazendo com que o coração e os vasos sanguíneos trabalhem demais.

O problema é que, na maioria das vezes, a pressão alta não causa sintomas, e muita gente só descobre quando aparece alguma complicação — como infarto ou AVC. Por isso, você deve procurar o seu cardiologista anualmente após os 40 anos e a Dra Fabíola Barbosa pode te ajudar a entender e rastrear a doença. Ela pode te proporcionar medidas para prevenção e te ajudar a cuidar da saúde do coração.

Qual é o médico que trata a pressão alta?

Drª Fabíola Barbosa é médica cardiologista especializada em prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças do coração.
Tem experiência em diagnosticar e manejar pressão alta, teve sua formação no Hospital Geral de Cuiabá, onde recebe a demanda de pacientes de todo o Mato Grosso com disfunção pressórica e suas consequências, como o infarto.

Se você está com alguma alteração de pressão, a Drª Fabíola Barbosa é a médica certa para te atender.
Oferece um atendimento humanizado, baseado em evidências científicas, aliado a exames modernos e acompanhamento contínuo para promover saúde cardiovascular e qualidade de vida em todas as fases da vida.

O que é pressão alta?

A pressão arterial é o “peso” do sangue passando pelas artérias.

Quando esse valor fica muito alto de forma contínua, chamamos de hipertensão arterial.

Segundo as diretrizes mais atuais:

                •             Considera-se pressão alta quando os valores estão acima de 140×90 mmHg em medições repetidas.

                •             Nos Estados Unidos, valores a partir de 130×80 mmHg e, aqui no Brasil, valores acima de 120x80mmHg já exigem atenção maior.

Quanto mais alta a pressão, maior o risco de doenças cardiovasculares.

Por que a pressão fica alta?

Na maioria das pessoas, a pressão sobe por um conjunto de fatores.

Alguns podem ser controlados, outros não:

Fatores que aumentam o risco:

  • Histórico familiar de pressão alta
  • Alimentação inadequada
  • Sono ruim
  • Envelhecimento

Causas menos comuns (hipertensão secundária):

                •             Problemas nos rins

                •             Apneia do sono

                •             Alterações hormonais

                •             Uso de anticoncepcionais, anti-inflamatórios, corticoides

                •             Doenças da tireoide

Esses casos exigem investigação mais detalhada com o seu cardiologista, principalmente em pessoas mais novas e com o diagnóstico de pressão alta.

Quais são os sintomas da pressão alta?

A pressão alta é conhecida como “doença silenciosa”, pois muitas pessoas não sentem absolutamente nada, mesmo com níveis perigosamente altos.

Quando aparecem sintomas, eles podem incluir:

Mesmo assim, a maioria dos hipertensos passam anos sem sinais. Por isso o check-up regular é essencial.

Por que a pressão alta é perigosa?

A pressão elevada machuca os vasos sanguíneos, que ficam mais rígidos e estreitos, exigindo esforço extra do coração. Com o tempo, isso pode causar problemas graves.

Principais complicações:

                •             Aumenta muito o risco de infarto e AVC

                •             Pode levar à insuficiência cardíaca

                •             Pode causar doença nos rins

                •             Danifica vasos sanguíneos e acelera o envelhecimento do sistema cardiovascular

                •             Perda de visão

                •             Aneurisma

A boa notícia: controlar a pressão com o seu cardiologista reduz muito o risco dessas complicações, mesmo pequenas reduções na pressão diminuem de forma significativa o risco de complicações — evidência comprovada por grandes diretrizes internacionais.

Como medir a pressão corretamente

A forma como a pressão é medida faz TODA a diferença. As diretrizes recomendam:

                •             Sentar-se por 5 minutos antes, de bexiga vazia

                •             Pernas descruzadas, sentado, costas apoiadas, pés apoiados no chão

                •             Braço nu, relaxado na altura do coração

                •             Manguito do tamanho correto

                •             Evitar falar durante a medição

•             Ambiente silencioso

•             30 minutos sem ter fumado, ingerido alimentos/cafeína

•             90 minutos sem ter feito atividade física

                •             Fazer três medidas com intervalo de 1 minuto

A pressão deve ser medida em consultas diferentes para confirmar o diagnóstico.

Outro exame útil:

                •             MAPA 24h: mede a pressão automaticamente por 24 horas.

Esse exame ajuda a descobrir se a pressão sobe apenas no consultório (“efeito do jaleco branco”) ou se realmente está alta no dia a dia. Além de avaliar o quanto a pressão sobe ou cai no período noturno, direcionando possibilidade diagnóstica para apneia do sono.

Como é feito o diagnóstico de hipertensão?

O diagnóstico é feito quando:

                •             A pressão está ≥140/90 mmHg em duas ou mais consultas

Ou

                •             A MAPA/MRPA confirma valores elevados

O seu cardiologista também solicitará exames de sangue, urina e coração para verificar se já houve algum dano.

Minha pressão é 120x80mmHg, estou hipertenso?

Definição de pré-hipertensão:

                •             Pressão arterial sistólica (PAS) entre 120 e 139 mmHg e/ou diastólica (PAD) entre 80 e 89 mmHg.

Ou seja: valores antes considerados “normais” (ex.: ~120/80 mmHg) agora são enquadrados nessa categoria de alerta. Ainda não é hipertensão “oficial” (que para a Sociedade Brasileira de Cardiologia permanece menor que 140/90 mmHg), mas requer atenção precoce.

Principais orientações para essa categoria

                •             Pacientes nessa faixa devem receber orientações sobre mudança no estilo de vida (redução de sal, dieta saudável, atividade física, controle de peso) imediatamente.

                •             Caso não haja resposta adequada às mudanças de estilo de vida, pode-se considerar tratamento medicamentoso, especialmente se existir alto risco cardiovascular ou lesão de órgão-alvo.

•             Confirmação por MAPA ou MRPA para descartar efeito do “jaleco branco”.

                •             As evidências de benefício de uso de medicamento nessa faixa (120-139/80-89) ainda são menos robustas do que para hipertensão estabelecida; o enfoque principal permanece no estilo de vida.

Quando a pressão alta precisa ser tratada com remédios?

Depende dos valores e do risco de cada pessoa.

Indicação imediata de remédios quando:

                •             Pressão maior ou igual a 160/100 mmHg

                •             Pressão maior ou igual a 140/90 mmHg + diabetes, doença renal, ou alto risco de infarto/AVC

O tratamento sempre é individualizado.

Mudanças no estilo de vida que reduzem a pressão

Essas medidas ajudam tanto quanto remédios — e devem ser feitas por todos:

Alimentos que ajudam a controlar a pressão:

• Frutas (banana, laranja, melancia, abacate)

• Vegetais e folhas

• Feijões e grãos integrais

• Alimentos ricos em potássio e magnésio

• Peixes ricos em ômega-3

• Oleaginosas em pequenas quantidades

• Água — hidratação adequada é essencial

A base ideal é a dieta DASH, recomendado mundialmente para hipertensão.

Exercícios recomendados

Atividades mais eficazes:
• Caminhada

• Corrida leve

• Ciclismo

• Dança

• Musculação leve a moderada

• Pilates

Essas medidas melhoram a pressão e o bem-estar geral.

Remédios para pressão alta: como funcionam

Os medicamentos ajudam a manter a pressão dentro da meta e evitar complicações.

As classes mais usadas incluem:

                •             IECA (enalapril, ramipril)

                •             BRA (losartana, valsartana)

                •             Bloqueadores de canal de cálcio (anlodipino)

                •             Diuréticos (clortalidona, hidroclorotiazida)

                •             Espironolactona para casos resistentes

                •             Betabloqueadores (quando necessário)

Na maioria das vezes, o tratamento começa com duas medicações combinadas, o que facilita o controle.

Metas de pressão para manter a saúde do coração

As diretrizes mais atuais recomendam, sempre que possível:

                •             Meta geral: menor que 130/80 mmHg

                •             Idosos frágeis: menor que 140/90 mmHg

                •             Diabéticos: menor que 130/80 mmHg

                •             Doença renal: menor que 130/80 mmHg

A meta é ajustada conforme a tolerância e o perfil de cada paciente.

Quando procurar um cardiologista?

Procure avaliação especializada quando:

                •             A pressão está frequentemente acima de 140/90 mmHg

                •             Há dor de cabeça, tonturas, falta de ar, dor no peito ou palpitações

                •             Há histórico familiar de pressão alta, de infarto ou AVC

                •             Usa 3 ou mais remédios e ainda assim a pressão está alta

                •             Há suspeita de apneia do sono (você ronca muito?)

                •             Durante a gestação

O acompanhamento regular é fundamental para evitar complicações.

A pressão alta tem cura?

A hipertensão geralmente não tem cura, mas tem controle.

Com bons hábitos, acompanhamento médico e, quando necessário, medicação, é possível viver muitos anos com ótima qualidade de vida – Cuidados contínuos fazem a diferença.

Controlar a pressão alta é uma das formas mais eficientes de proteger o coração e aumentar a longevidade. O acompanhamento regular com cardiologista permite ajustes no tratamento, prevenção de complicações e orientação personalizada.

Sinais de alerta: quando a pressão alta vira urgência

Procure atendimento imediato se, junto de pressão muito elevada, houver:
Dor no peito
• Falta de ar
• Fraqueza de um lado do corpo
• Dificuldade para falar
• Perda de visão
• Confusão mental
• Dor de cabeça intensa
• Dor forte nas costas (suspeita de aneurisma)

São possíveis sinais de crise hipertensiva ou AVC.

Pressão alta na gravidez: um capítulo à parte

A pressão alta gestacional e a pré-eclâmpsia exigem cuidados específicos, pois podem causar riscos para mãe e bebê.

Sinais de alerta:
• Inchaço importante
• Dor de cabeça intensa
• Dor na “boca do estômago”
• Alterações na visão

É fundamental acompanhamento com obstetra e com o cardiologista.

Pressão alta X ansiedade: como diferenciar?

A ansiedade pode elevar a pressão temporariamente, mas:
• Na ansiedade, a pressão costuma normalizar rapidamente após o episódio.
• Na hipertensão verdadeira, ela permanece alta ao longo do dia.

O cardiologista usa história clínica, MAPA e medidas domiciliares para diferenciar.

Cuidar da pressão é cuidar da vida

A pressão alta é uma doença comum e silenciosa, mas totalmente controlável.

A Dra Fabíola Barbosa tem experiência em diagnósticos e manejo de pressão alta, é membro do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA/SBC) e pode te auxiliar na prevenção, reduzindo drasticamente o risco de infarto, derrame e insuficiência cardíaca causados por hipertensão.

Controlar a pressão é uma das melhores decisões que você pode tomar para proteger sua saúde e viver mais tempo com qualidade.

Pressão Alta

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